Abiul

 

Situada numa elevação pedregosa na encosta de um vale verdejante com a Serra de Sicó em fundo, a origem do nome, árabe para alguns visigótico para outros, vem de Abizoude, passando por Abiud e mais tarde Abiúl.

Teve o seu primeiro foral no reinado do primeiro Rei de Portugal, Dom Afonso Henriques no ano de 1167, outorgado por Didacus Peaiz e sua mulher D. Examena e o segundo em 1176, outorgado pelo abade D. João de Lorvão (cujo original se encontra arquivado na Torre do Tombo – Caixa nº 56).

Mais tarde, em 14 de Julho de 1515, o Rei D. Manuel I concedeu novo foral à Vila de Abiul.

 

Atestando a sua antiguidade, o nome de Abiul já era citado em escrituras datadas do Século IX, ano de 878.

Foi residência dos Duques de Aveiro, de cujo palácio ainda se encontram alguns vestígios, tais como o arco manuelino, o nicho seiscentista e algumas muralhas.

Do seu passado restam outras reminiscências históricas, tais como a sua Igreja, mandada restaurar por D. Manuel I no Século XVI. Existem também o forno de Nossa Senhora das Neves, mandado construir por altura da peste que assolou a região e o mirante onde a nobreza assistia às touradas que pela primeira vez se realizaram em Portugal, no ano de 1567.

Esta antiga vila alcança uma certa notoriedade e uma elevada importância entre os finais do Século XIII e meados do Século XVIII. Teve então Câmara, cadeia, tabelião, juiz de cabeça de julgado e capitão-mor com duas ordenanças. Os Duques de Aveiro fizeram construir um hospital, igrejas, capelas e instituíram a Misericórdia.

Foi vítima das invasões francesas onde o seu tenebroso rasto só foi apagado na primeira década do Século XIX.

Abiúl foi sede de concelho até 1821.

       

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